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| Foto: tsuruhaus.files.wordpress.com |
Umas das minhas metas, na qual
tenho ciência de que se for para eu alcançar, será em longo prazo, é conseguir
me comunicar com outras compreensões a respeito do quê escreverei. Minha meta é expor
minhas opiniões sobre temas, os mais sortidos, e receber comentários que possa
servir para construir e amadurecer minhas opiniões. Como pus na descrição do
blog: O outro nos constrói. Logo, uma forma de que eu não me ponha como um
sabedor de toda a verdade existente, ou que as minhas opiniões são as
verdadeiras, é aceitar as verdades alheias e reconstruir as minhas, de forma a
não perenizar e cristalizar meu aprendizado.
Falo meu aprendizado, mas outro
objetivo que pretendo é que isso aqui sirva de espaço para mútuas aprendizagens.
Ao ouvir e entender a cultura do outro, livre de preconceitos, podemos nos
conhecer, pois é vendo como o próximo se estabelecer que podemos melhor ver como
nos colocamos. Mas essa não é uma tarefa fácil. Não é só escrever e esperar que
comentem e assim eu ler as opiniões e tudo mais. Para que isso ocorra, um
conjunto de outras práticas devem ser realizadas, e outras cessadas, para que assim, tenhamos capacidade de viver o outro.
Podemos pensar que este tipo de
comportamento fará uma perda em nossa identidade. Mas pelo contrário, teremos
agora ferramentas para entender como funcionamos. O fato de estarmos inseridos
num grupo, e assim, todos possuírem identidades parecidas, faz ressoar em mim
algo meu patológico nos indivíduos que ali estão. Digo quando eles não percebem
diferenças em comportamentos e culturas entre si, esquecendo-se dos reais desejos e motivações que cada qual carrega. Mas quando estamos em conjunto, e zelamos por algo em comum, porém, cientes de nós, creio que agora sim podemos falar de uma relação grupal saudável. O que for diferente, por exemplo num indivíduo, que contradiga a cultura do grupo, só caberá a ele perceber tal divergência e buscar mudar; seguir dogmas e comportamentos culturais apenas por que todos fazem não é aprendizado.
Contudo, mesmo percebendo que
estas metas não são fáceis de serem alcançadas, requer não só um esforço
pessoal, mas coletivo e até mesmo tecnológico, não posso deixar de acreditar
nelas, pois não terei sentido para escrever. Mas porque não guardo o que tenho
para mim? Porque quem foi que disse quê o que sei está certo? Logo, prefiro me
estruturar nestes pilares e torcer para que este seja o meu real objetivo
enquanto “escritor” desta página. Abraços!
