quarta-feira, 29 de abril de 2015

Abertura ou, Boas Vindas

           
Foto: tsuruhaus.files.wordpress.com
           Quando se pensa em abrir um blog ou alguma pagina social sempre se tem um objetivo por trás; às vezes tão bem escondido que nem sabemos exatamente o real motivo. Logo, o que eu disser aqui como meta para minhas palavras neste blog, pode não ser o “real objetivo”. Portanto, não sei se é uma boa ideia falar de algo que posso estar enganado; já fiz isso antes e não fora bom o resultado. Porém, posso falar de algumas metas que pretendo alcançar com esta página, não sendo, então, meu fiel objetivo, mas sim, o que quero com ele.
           Umas das minhas metas, na qual tenho ciência de que se for para eu alcançar, será em longo prazo, é conseguir me comunicar com outras compreensões a respeito do quê escreverei. Minha meta é expor minhas opiniões sobre temas, os mais sortidos, e receber comentários que possa servir para construir e amadurecer minhas opiniões. Como pus na descrição do blog: O outro nos constrói. Logo, uma forma de que eu não me ponha como um sabedor de toda a verdade existente, ou que as minhas opiniões são as verdadeiras, é aceitar as verdades alheias e reconstruir as minhas, de forma a não perenizar e cristalizar meu aprendizado.
          Falo meu aprendizado, mas outro objetivo que pretendo é que isso aqui sirva de espaço para mútuas aprendizagens. Ao ouvir e entender a cultura do outro, livre de preconceitos, podemos nos conhecer, pois é vendo como o próximo se estabelecer que podemos melhor ver como nos colocamos. Mas essa não é uma tarefa fácil. Não é só escrever e esperar que comentem e assim eu ler as opiniões e tudo mais. Para que isso ocorra, um conjunto de outras práticas devem ser realizadas, e outras cessadas, para que assim, tenhamos capacidade de viver o outro.
           Podemos pensar que este tipo de comportamento fará uma perda em nossa identidade. Mas pelo contrário, teremos agora ferramentas para entender como funcionamos. O fato de estarmos inseridos num grupo, e assim, todos possuírem identidades parecidas, faz ressoar em mim algo meu patológico nos indivíduos que ali estão. Digo quando eles não percebem diferenças em comportamentos e culturas entre si, esquecendo-se dos reais desejos e motivações que cada qual carrega. Mas quando estamos em conjunto, e zelamos por algo em comum, porém, cientes de nós, creio que agora sim podemos falar de uma relação grupal saudável. O que for diferente, por exemplo num indivíduo, que contradiga a cultura do grupo, só caberá a ele perceber tal divergência e buscar mudar; seguir dogmas e comportamentos culturais apenas por que todos fazem não é aprendizado. 
           Contudo, mesmo percebendo que estas metas não são fáceis de serem alcançadas, requer não só um esforço pessoal, mas coletivo e até mesmo tecnológico, não posso deixar de acreditar nelas, pois não terei sentido para escrever. Mas porque não guardo o que tenho para mim? Porque quem foi que disse quê o que sei está certo? Logo, prefiro me estruturar nestes pilares e torcer para que este seja o meu real objetivo enquanto “escritor” desta página. Abraços! 

Um comentário:

  1. Grande potencial, amigo.
    Suas palavras revelam uma grandeza em seus atos. Apesar, de logo dito, "o passado" já fazer ter incorporado ao tempo desta postagem, quem sabe não ficou algo, se não todo dela.
    Um abraço.
    (Deixei anônimo, por preguiça de mudar)

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