sexta-feira, 19 de junho de 2015

Coração; Wifi do corpo Humano

Alguns diferenciam o sentimento do pensamento; um lado é coração e o outro é cérebro. Quem manda em quem? Ninguém. Todos estão em harmonia, um influencia o outro, para mudar o coração, pode se usar a razão, e para mudar os pensamentos, pode-se usar dos sentimentos. O caminho cada um é quem escolhe. Mas compreender este órgão como além de uma função física permite enxergá-lo como um depósito dos nossos sentir.
Alguém que já esteve do lado de fora de um banheiro público, pode ter passado por uma experiência parecida; ter sentido algum odor vindo de lá de dentro, como que, por mais que não precisássemos entrar, já sabíamos o estado em que ele se encontrava. Assim como quem já viu ao longe uma feira de flores passou pela cabeça as tamanhas belezas que podia encontrar lá dentro. Desse modo é o nosso coração. Há inúmeras formas de sentimentos, cada qual com seu peso, e são eles que guardamos dentro de nosso depósito sentimental. Quem estiver fora pode deduzir ou até mesmo sentir o que há lá dentro.



Esses materiais que deixamos adornando nossos corações possuem um poder espetacular em nossas relações. Certo dia um amigo me falo sobre uma história na qual um ser indescritível fora se assemelhado a uma cor, de tão abstrato que era. Logo façamos a mesma comparação; estes sentimentos vão desde o negro temeroso ao claro matinal. Muitos não notam o que guardam no porão, e às vezes, misturam as batatas podres com as saudáveis, e nisso já sabemos no que dá.
Há pesquisas que já comprovam (mas mesmo se não houvesse não necessitaríamos delas para provar tal crença); o coração é uma antena do corpo. Sendo assim, tudo que tem lá dentro, são transmitidos para fora, sendo captado por outros corações. Aqueles que possuem negrume guardado transmitem negatividade. Quem está perto dessas pessoas, dependendo do nível cromático deste sentimento, se sujeita a sofrer desconforto, baixa autoestima, descrença na vida e esquecimento dos reais valores existenciais; para isso, basta não abrir sua rede para tais transmissões. Sua negatividade pode ser tamanha que algumas coisas deixam de dá certo em torno delas. Seus pertences, suas criações possui sua essência sentimental, e quando nos deparamos com elas, estamos suscetíveis a se sujar. Quem não possui um coração nessas condições não suporta viver por muito tempo próximo a essas pessoas.


Já aqueles que têm claras cores em suas caixinhas, presenteiam-nos com as mais benévolas sensações. Sentimos paz, amor, amizade, felicidade, confiança e entre outras graças. Tudo ao seu redor tende a facilidade, a certeza de um pertencer a uma natureza coletiva. São com essas pessoas que aprendemos os passos básicos para caminhar ou que apenas nos acolhe numa simples conversa descontraída. Não há idade para essas pessoas, vão desde uma criança a um senhor; todos limparam e vigiaram suas fortalezas para as boas cores habitar. E suas criações e pertences; um texto, uma fala, um sorriso, um livro, transmitem suas vibrações internas. Com isso, podemos notar um pouco, a partir deste ponto de vista, a importância da manutenção diária de nossos corações, tarefa nada fácil neste sistema social que valoriza a razão limitável, quando usada sem o sentir.   

terça-feira, 9 de junho de 2015

Da Luz ao Amor

 Não sei o que é o amor. E nem sei como chegar a ele. Talvez esteja tão perto de mim que não consigo notá-lo. Contudo, deve haver algum processo para se chegar nele. Ou não! talvez em apenas um único passo, estejamos contemplando de sua beleza. O amor! Será um estado ou uma virtude a se conquistar? Será uma energia que se propaga de uma fonte maior ou mora ele no intimo de cada um? Não sei...

Parece que a vez em que ouvimos falar mais sobre o amor tenha sido no movimento hippie com seu lema: Paz e Amor. Era esta a meta dos integrantes daquela tribo. Paz e amor. Eles tinham lá seus meios de se obter uma suposta paz, porém faltava algo. O que na verdade parecia um movimento contracultural, era uma forma de controlar a população, anestesiando-a dos problemas bélicos que sofríamos. Mas quando pensamos na paz, como então obtê-la?

Será que em meios a tantas vaidades e orgulhos, imerso em mágoas e amarguras chegaremos a paz? Será que desestruturando famílias, desrespeitando os amores ou desintegrando-se de seu lar chagaremos na paz? Há inúmeros problemas e defeitos comportamentais que deve ser lapidados ou atenuados a zero para que possamos sentir um pouquinho desta vibração contagiante. 

Mas como enxergar tais desvios? Se eu vivo, e acredito que apenas um ser mim habita, como enxergar o que faço? Parece que outra coisa deve ser acrescentada para que possamos nos ver; um espelho espiritual de luz! A luz! Ela é quem revela o que há nos recintos, mostra o que pode ser visto, o que existe! Podemos ver as cores a partir da luz. Logo, desejemos-a a fim de começarmos a ver a nós mesmo! E o que é a luz? Cada qual responda à si.

Acho que faltara luz nos movimentos sociais dos séculos passados. Ora, se a luz nos mostra, se a ouvimos e buscamos mudar, poderemos sentir paz. E onde entra o amor nesta história? Parece que vem de uma prática dos ensinos sagrados do bem. Não importa a crença, todas ditam as mesmas verdades. O amor vem com o praticar, com o tempo, com o olhar, com o zelo, com o afeto, com a tolerância, e por ai vai.


Meu Deus, se tenho que percorrer tudo isto para sentir os primeiros aromas do amor; dai-me dedicação a este caminho, e guia-me nas boas ruas que circulam a existência. 

domingo, 7 de junho de 2015

Um grão de Areia

Das experiências que presencie sobre os debates de opiniões e discussões sobre algum tema,  pude perceber que quase nada se ganha com tais momentos se não esta reflexão. O que restava naqueles momentos era buscar ouvir! Parece que com o tempo o que importa mesmo é escutar os sons que saem de nossas bocas; esses são mais graciosos e nutritivos para o ego. Temos que combater esta crença. 

FONTE: acertodecontas.blog.br
Imagino que aquele que conversamos muitas vezes só quer ser ouvido. Se ele quer se auto-ouvir ? Eu não sei, não cabe a nós inferir tais adivinhações. Devemos fazer nossa parte de aprender a aceitar o modo como a outra pessoa, Ser da nossa mesma espécie, se manifesta. Julgá-la pelo que é, ou querer que seja como nós; isto é um movimento controverso ao movimento do universo. Não estou sendo guru ou irrealista com isto, apenas parece que o universo gira num sentido de integração. Se fizermos um castelo de areia numa praia e deixarmos uma semana lá, veremos que depois deste tempo, ele retornará ao seu todo que jaz no chão da praia; as ondas do mar tenderá a este movimento. Há neste simples bater do mar a desintegração para que haja a integração; a dualidade das coisas que existem. Querer uma... Uma não, várias imagens semelhantes a nós mesmo é dar corda num sentido inverso.

E aceitando o próximo da forma como se encontra, tenderemos a nos integrarmos a uma quantidade maior de indivíduos, pois não estando ouvindo ou nutrindo o ego que nos aliena, este movimento flui. Estas palavras não são para um alguém. São para mim mesmo! O primeiro que tem que cumprir com elas. Não me coloco como um mestre que sabe sobre a sabedoria. Não estou ensinando. Estou escrevendo para aprender. Escreve-se para si. Quando um dia lerem o que escreves, é porque tinha de ser lido; uma das leis indiana sobre a vida.

E neste processo de tolerância para com as pessoas; parte nossas de um único quebra-cabeça, o passo primeiro e perene é entender-se; ouvir o que você tem para dizer para você mesmo. Se nem paramos para nos escutar, não teremos jeito sublime em tratar nossos semelhantes. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Buscando Caminhar - Aprendendo

Se quisermos viver vigiantes de nossa existência, se guardando dos perigos e armadilhas sutis que estão dispostas, vindas de todas as dimensões possíveis, devemos acreditar, ou melhor, saber que há outras energias que circulam num sentido inverso a evolução humana. Sãos as fraquezas individuais os alvos daquelas energias.

Resguardar-se em nosso interior, buscando uma segurança materna e paterna, confiante de que existe um infinito que pulso o desenvolvimento desta coletividade homogênea. É nesta confiança, progredindo a cada instante, que caminhamos para a guarnição.

Olhar como anda nossa interior. O quão nós estamos vivendo para o ego; senhor que nos coloca em risco, que monta armadilhas para nós mesmo. A nossa atenção deve está focada em valores maiores, em uma possível disposição a aceitar e receber o outro. Porém, tal acolhimento só é possível depois que iniciamos um estudo de si.

A nossa individualidade não cessará, pois enquanto estivermos em corpos continuaremos sendo únicos, singulares num campo físico. Porém, podemos alcançar, num esforço diário, uma dimensão coletiva, pois nosso espírito é infinito; somos essa dualidade, enquanto existentes, que não se separará: temporal e eterno.

Nessa rede de relações de seres de diferentes horizontes, emanando ideias e experiências arquetípicas a nível inconsciente, que pode nos ferir ou nos curar, cabe a nós, buscar uma âncora numa crença maior; crer numa totalidade que rege e pereniza as leis naturais da espiritualidade. Mas se vermos que estamos sendo presenteado com bons votos e boas esperanças cabe a nós apenas abrir os braços do coração e receber o presente. 

Este exercício de se firmar a cada instante na certeza espiritual requer esforço, e perenidade, pois devemos conhecer na prática, não basta saber, que não chegaremos enquanto carne e alma a uma firmeza nas naturalidades da natureza divina. Não se caminharmos cientes do que queremos, e como diz um amigo, sabendo onde quer chegar, estamos dando as primeiras engatinhadas a este processo.