domingo, 7 de junho de 2015

Um grão de Areia

Das experiências que presencie sobre os debates de opiniões e discussões sobre algum tema,  pude perceber que quase nada se ganha com tais momentos se não esta reflexão. O que restava naqueles momentos era buscar ouvir! Parece que com o tempo o que importa mesmo é escutar os sons que saem de nossas bocas; esses são mais graciosos e nutritivos para o ego. Temos que combater esta crença. 

FONTE: acertodecontas.blog.br
Imagino que aquele que conversamos muitas vezes só quer ser ouvido. Se ele quer se auto-ouvir ? Eu não sei, não cabe a nós inferir tais adivinhações. Devemos fazer nossa parte de aprender a aceitar o modo como a outra pessoa, Ser da nossa mesma espécie, se manifesta. Julgá-la pelo que é, ou querer que seja como nós; isto é um movimento controverso ao movimento do universo. Não estou sendo guru ou irrealista com isto, apenas parece que o universo gira num sentido de integração. Se fizermos um castelo de areia numa praia e deixarmos uma semana lá, veremos que depois deste tempo, ele retornará ao seu todo que jaz no chão da praia; as ondas do mar tenderá a este movimento. Há neste simples bater do mar a desintegração para que haja a integração; a dualidade das coisas que existem. Querer uma... Uma não, várias imagens semelhantes a nós mesmo é dar corda num sentido inverso.

E aceitando o próximo da forma como se encontra, tenderemos a nos integrarmos a uma quantidade maior de indivíduos, pois não estando ouvindo ou nutrindo o ego que nos aliena, este movimento flui. Estas palavras não são para um alguém. São para mim mesmo! O primeiro que tem que cumprir com elas. Não me coloco como um mestre que sabe sobre a sabedoria. Não estou ensinando. Estou escrevendo para aprender. Escreve-se para si. Quando um dia lerem o que escreves, é porque tinha de ser lido; uma das leis indiana sobre a vida.

E neste processo de tolerância para com as pessoas; parte nossas de um único quebra-cabeça, o passo primeiro e perene é entender-se; ouvir o que você tem para dizer para você mesmo. Se nem paramos para nos escutar, não teremos jeito sublime em tratar nossos semelhantes. 

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