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Eu como feito menino de roça!
Eu, como menino de roça,
enfeito todo os globos
oculares mirados.
Enfeito todo os globos
do teu roçado!
A brisa que me carrega
na fronte da juventude
levanta as pernas;
caminho!
de menino viro homem;
sou uma semente
no sertão escarlate!
Sou uma surpresa
à voz que vos fala!
De buraco a buraco
a água busca seu enxame!
encontra o nada,
talvez se reconforte
na casa alheia.
A brisa que me carrega
espia a fruta brenha.
Do pico do roçado
o universo se espanta
admira a bravura
do suor!
escorrendo sem frescura
nas mãos de fazer dó!
Que sejas assim
enquanto vivo.
que permita ao homem
o derradeiro suspiro.
que semeie a pólvora
do alimento matinal.
que arranque do chão
sua existência surreal!
e plante na fronte
da moeda real!
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