Determinar um objetivo de vida
muitas vezes pode parecer fácil; aspirar a uma profissão, morar em um determinado
lugar, fazer algumas ações sociais, e por ai vai. No entanto desvendar o
objetivo coletivo de cada um de nós às vezes pode parecer impossível, ou muitas
das vezes, passa despercebida esta ideia. Sabemos que somos seres existentes;
se temos alguma essência, cabe a crença de cada um. Sendo meros objetos
contingentes neste vasto mundo, notamos então, uma simples necessidade de
significar esta vida; valorizá-la de algum modo.
Pelas ideias do filósofo chamado
Jean Paul Sartre, podemos inferir que o homem é nada; estamos sempre
reafirmando ser algo, ser nada é saber que o passado já não existe, apenas jaz
nos salões da memória, e o futuro apenas como imaginação individual. Logo,
apenas o presente, o instante, é que pode ser vivido. Se o ontem não volta, e o
futuro nunca chegará, então o que eu sou? Um ser que vive em busca de vir a ser. Imagine
que ontem você foi paciente com alguém, isso não quer dizer que no futuro você
será, ou que no agora também, tudo dependerá da sua escolha. Além de sermos
nadas, somos seres de escolhas constantemente. São esses mecanismos que movem o
homem.
Sendo assim, qual é o sentido da
vida? Parece ser uma ideia antropocêntrica, pensar que tudo que acontecer é movido
pelas nossas escolhas. Pode ser, não sei, mas a discussão aqui é: o que fazer
nesta coisa chamada vida? Se observarmos algumas doutrinas religiosas e algumas
concepções filosóficas, e sociais veremos que existem sempre uma busca por uma
totalidade; uma integração com algo maior, um soberano. Não é difícil notar que
o homem ao longo da história se desagregou da natureza, mais precisamente, de
uma figura que representa o todo. Essa desintegração, biopsicossocial e
espiritual, gerou uma gama de problemáticas a nossa existência, uma delas, esse
esquecimento dos reais valores da vida.
Então, este sentido que caminha a
uma energização nas várias dimensões do homem com uma massa total de elementos;
o um no todo, já vem de muitos culturas, cabe a nós, escolher em que meio é
mais fácil para que compreendamos este processo de unificação, se num meio sócia,
num campo filosófico ou religioso, não importa, o que precisamos é de uma direção
rumo a um objetivo maior; universal.

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