sábado, 23 de maio de 2015

O que é Certo?

O que é certo ou errado? O que é verdade ou não? Parece que existem muitas verdades por aí, algumas se complementam, porém, outras se contradizem de tal forma que é quase impossível haver uma congruência entre elas. São as chamadas verdades de cada sujeito. Freud falava de uma realidade pessoal, que é quando a pessoa crer que determinada coisa é real, aconteceu, porém, é apenas uma percepção errônea feita por por ela.

Mesmo existindo diversas verdades, creio eu que existe uma verdade universal; se não tanto, no mínimo, cultural. Existem cravada em nossa psique conceitos simbólicos imaginários de outras culturas ancestrais na qual não temos acesso conscientemente. Muitas culturas convergem em alguns padrões culturais, por exemplo, se analisarmos alguns mitos de uma dada cultura, veremos que muitas ideias deles se repetem em outra cultura, alteram apenas a forma, mas a essência permanece. Este é apenas um exemplo quando centrando no mito, mas outros elementos também possui este caráter, como por exemplo, a dança, a pintura, as formas, as organizações sociais e por aí vai. Desses, destacaremos a ética moral; muitas civilizações em alguns pontos possuem morais que se assemelham.

Como falei a cima, temos traços culturais ancestrais em nossa psique, como se fosse uma genética; hereditariedade psíquica. Então temos no fundo de nosso íntimo, ideias morais do que é verdade, que se assemelha a esta verdade que perpetua nas civilizações. Seria esta a Verdade universal?!

Com o movimento das experiências terrenas em busca de um sentido maior a nossas vidas, vamos nos aproximando dessa verdade maior; quanto mais nos unimos consigo mesmo, mas nos aproximamos desta verdade cultural universal.

O que temos como correto eticamente é nada mais nada menos do que uma síntese; essa Verdade que se repete nas éticas estruturantes das civilizações antepassadas se relacionando com a verdade pessoal, formada por meio das experiências do sujeito. Veja que essas experiências do sujeito se referem a uma moral familiar e local. Enquanto que a Verdade Maior vem de um processo pessoal de cada um; um desenvolvimento individual. Logo, podemos perceber um mecanismo de propagação. Quanto mais próximo estiver um sujeito desta Verdade ancestral, mais próximos estarão os membros de sua cultura; ele passará para o seus filhos, e estes permanecerá perpetuando tais verdades. Até que finalmente, findará numa única ideia que convergirá em todos os pontos.

Parece ser uma imaginação utópica tudo isso. Porém, se estudarmos a fundo, veremos que há um pouco de fundamento; pode não ser tão fácil quanto explicitado, pois deve-se levar em conta uma gama de fatores que há no caminho; são fatores que não estão para atrapalhar, mas para aperfeiçoar o processo.

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