O que há conosco? Em meio a
tantas badernas: pessoas adultas pintando o sete em lugares de
responsabilidade, a presença nefasta da foice que sucumbi as existências, doentes
nos corredores dos hospitais em vez de estarem em quartos, árvores e faunas sendo
deletadas, o consumo exacerbado; o que necessitamos e de uma mínima gota possível
de esperança. Mas parece que tudo se move a um juízo final, forçado, dessa
criatura que morrerá sempre por derradeiro. As matérias que saem nas revistas e
jornais falam das condições amenas que nos circula, as pessoas nas rodas de
conversas comentam tais lástimas; mas o que ganharemos nos focando nisso?
E em meio a tudo isso, as
discussões são irrelevantes. São assuntos desnecessários quando não se tem uma
base fundamentada! Chega a mim como meras tentativas de se igualar com outras
realidades distantes da nossa! A semente que precisamos nos preocupar em
plantar é a doce e tenra Educação.
Enquanto não mudarmos os meios
que usamos para ensinar, educar, nossos futuros cidadãos se tornaram meras
imagens semelhantes a nós, ou se não piores. A resposta de tudo, a solução para
todos os problemas está nas crianças! São elas que têm que receber novos
horizontes. Mas claro que para isso, temos que enxergar um pouco mais as nossas
condições para que transcendamos os fatos de nossa vida. Livrarmos cada vez
mais da dependência que a tecnologia nos coloca, deixar de gargalhar e passar a
contemplar as belezas, evitar distrações, pois são essas que nos adormece, como
entorpecentes, e nos afasta dos reais valores da vida. Não é uma tarefa fácil,
porém temos que dar o primeiro passo rumo às melhoras.
Essas são simples tentativas de mudanças
pessoais; autoeducação. São com essas ferramentas, de difícil uso, que
chegaremos até as crianças; elas, sim, sabem o que fazer. Se perpetuarmos os
ciclos dos tempos com os mesmos ideais antiquados, adormecidos na espera de um
príncipe a nos acordar, viveremos como muitos brasileiros, desestimulados com a
vida.
As relações estabelecidas em
nosso país não facilitam o processo, isso é claro. São diversos mecanismos que
nos tranca: a carga de trabalho, as férias num período predeterminado, a
educação de séculos remotos, a mídia usada a outros fins, etc. Mesmo com esses
obstáculos, o que temos a dizer é: “Deus lhe pague”, e seguir nosso caminho decidindo onde se quer
chegar. E sem jamais esquecer que mesmo com tantas rosas murchas pela curiosidade, há
lá no fundo da caixa; no íntimo de todos nós, uma graça maior adormecida, porém
pronta a despertar; a Esperança!
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